Brasileiro na Guerrilla Games: Victor Alves evolui de QA Tester a QA Engineer no estúdio de Horizon
Victor Alves, brasileiro na Guerrilla Games, conta sua trajetória de QA Tester a QA Engineer e revela como funciona o trabalho em um estúdio AAA responsável por Horizon.
A indústria de games AAA pode parecer distante, mas brasileiros seguem ganhando espaço em alguns dos estúdios mais renomados do mundo. Um exemplo é Victor Alves, que contou sobre sua trajetória de três anos e meio na Guerrilla Games, responsável por franquias como Horizon e Killzone.
Victor entrou no estúdio em dezembro de 2022 como QA Tester, atuando diretamente com testes manuais voltados para sistemas de combate. Ele conta que a rotina em um estúdio AAA é bem diferente do que muitos imaginam, com funções bem específicas e um fluxo de trabalho mais dividido do que em empresas menores, onde os profissionais geralmente assumem papéis mais amplos.
Com interesse pessoal em hardware e otimização, Victor acabou migrando para a equipe de Performance durante a fase final da expansão The Burning Shores. Foi nesse momento que ele teve sua primeira experiência contribuindo com melhorias diretas no jogo, marcando o início de uma transição para um papel mais técnico dentro da área de QA.
Entre projetos, no intervalo entre Horizon Forbidden West e o novo título multiplayer da Guerrilla, ele assumiu o desafio de desenvolver frameworks de automação. A iniciativa surgiu para suprir uma necessidade interna do estúdio, ampliando o escopo tradicional de testes e aproximando sua atuação de um perfil mais voltado à engenharia.
Atualmente, Victor atua como QA Engineer, com foco em tools programming. Seu trabalho envolve o desenvolvimento de tecnologias e ferramentas para auxiliar o time de QA, além da colaboração direta com programadores da engine para melhorar a eficiência e a integração no pipeline de desenvolvimento.
A trajetória também ajuda a desmistificar a realidade de trabalhar em um estúdio AAA. Apesar da estrutura rígida de papéis, Victor destaca que iniciativa técnica, curiosidade e a capacidade de propor melhorias no workflow podem abrir portas para evoluções significativas dentro da indústria.
Na prática, sua carreira representa uma mudança clara de função: sair de quem executa testes para quem cria ferramentas que tornam o processo de testes mais eficiente. Essa transição não apenas amplia o impacto individual dentro do estúdio, como também contribui diretamente para a qualidade final dos projetos.
Confira abaixo o vídeo completo com a jornada detalhada de Victor Alves na Guerrilla Games.

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