EA é vendida por US$ 55 bilhões, um marco histórico na indústria dos games
Acordo torna a EA uma empresa privada e marca uma das maiores transações já vistas no setor de entretenimento interativo.
A Electronic Arts anunciou nesta segunda-feira (29) um acordo histórico: a gigante por trás de franquias como EA FC, Battlefield, The Sims e Mass Effect erá adquirida por um consórcio formado pelo Public Investment Fund (PIF) da Arábia Saudita, pela Silver Lake e pela Affinity Partners, em uma transação avaliada em impressionantes US$ 55 bilhões em dinheiro vivo.
Com o negócio, todos os acionistas da EA receberão US$ 210 por ação, valor que representa um prêmio de cerca de 25% em relação à cotação antes do anúncio. A compra também significa que a empresa deixará de ser listada em bolsa, tornando-se uma companhia privada. A previsão é que a transação seja concluída no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, após aprovações regulatórias.
O CEO Andrew Wilson permanecerá no comando da companhia, que seguirá com sede em Redwood City, Califórnia. O PIF, que já detinha quase 10% da empresa, consolida agora sua posição de peso dentro da indústria de games, após anos de investimentos em estúdios e publishers ao redor do mundo.
A compra da EA é um dos maiores negócios já registrados no entretenimento digital, tanto pelo valor quanto pelo impacto cultural. O acordo também simboliza o avanço agressivo de fundos soberanos e investidores privados no mercado de videogames tendência que vem se acelerando após aquisições bilionárias de empresas como Activision Blizzard e ZeniMax pela Microsoft.
A operação será financiada com uma combinação de capital dos investidores e cerca de US$ 20 bilhões em dívida, que será assumida no fechamento do negócio. Ao se tornar privada, a EA passa a operar longe da pressão trimestral de Wall Street, o que pode abrir espaço para projetos mais arriscados e de longo prazo mas também reduz a transparência para consumidores e acionistas.
O que muda para os jogadores?
Ainda não há informações concretas sobre como a aquisição pode impactar o dia a dia dos estúdios e franquias da EA. No entanto, algumas questões já surgem:
- Haverá mudanças nas estratégias de monetização, com foco ainda maior em serviços e microtransações?
- Até que ponto o envolvimento do PIF poderá influenciar culturalmente os projetos e conteúdos lançados pela companhia?
Um futuro em aberto
Seja como for, este acordo de US$ 55 bilhões já entra para a história da indústria dos videogames. A EA, que há décadas ocupa lugar de destaque entre as maiores publishers do mundo, inicia agora um novo capítulo, cercado de oportunidades mas também de incertezas.
Mas a pergunta que fica: essa mudança vai trazer uma EA mais ousada e criativa, ou ainda mais focada em transformar suas franquias em máquinas de lucro?
Fonte: EA

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